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Por que o inovabra habitat trouxe startups internacionais para dentro da sua rede

Por que o inovabra habitat trouxe startups internacionais para dentro da sua rede

Visando trazer maturidade ao ecossistema brasileiro, ambiente de coinovação do Bradesco aposta na conexão com startups internacionais

Como gerar inovação sem o poder do encontro? Essa é uma pergunta que o ecossistema brasileiro como um todo tem feito há pelo menos um ano e cinco meses, quando a pandemia do coronavírus acometeu o país. De lá para cá, muito se falou sobre o fortalecimento das conexões digitais e da adaptação que esse (já não tão) novo momento trouxe para empreendedores. No inovabra habitat, ambiente de coinovação do Bradesco, não foi diferente.

Renata Petrovic, head do habitat, contou a PEGN algumas escolhas que teve de fazer para transformar o espaço conhecido por seus eventos presenciais em um negócio alinhado com os novos tempos. A primeira e mais importante delas foi a criação do habitat conectado, uma plataforma digital que permitiu a startups e grandes empresas de todo o país fazer parte do ecossistema de inovação do Bradesco. Hoje, são 200 startups e 73 corporações dentro da plataforma. Mas o maior fruto dessa mudança, conta Petrovic, foi a entrada de negócios internacionais na rede.

Estão agora presentes no Brasil, operando por meio do inovabra habitat, startups de Suécia, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e México. “A partir do momento em que se tira a necessidade de um espaço físico, abre-se um leque para prospecção internacional”, afirma a executiva. PEGN conversou com algumas dessas empresas para entender o que as motivou a se instalar no Brasil em plena pandemia. Para Petrovic, há uma soma de fatores. “O mercado brasileiro amadureceu no que diz respeito a acesso a capital e em regulação, como a do open banking”, diz. Renata Petrovic, head do inovabra habitat (Foto: Divulgação) Só nos últimos meses, o país viu a chegada do unicórnio mexicano Kavak, de compra e venda de carros usados, e do indiano BYJU’S Future School, de ensino de programação. Outro caso foi o da empresa colombiana Frubana, plataforma de e-commerce one-stop-shop para restaurantes, que se instalou no país após um aporte de R$ 352 milhões.

Um exemplo interno do habitat é a sueca Goalplan, que oferece um SaaS (software as a service) para organização de vendas. Rafael Faria, porta-voz da empresa no Brasil, contou que o mercado brasileiro hoje é um dos mais importantes no mundo. “A capacidade das empresas brasileiras de interagir com a inovação nos chamou a atenção”, afirma. Outro ponto é a localização dentro da América Latina. “É uma referência global.” Rafael Faria, porta-voz da Goalplan (Foto: Divulgação) A startup chegou no início da pandemia, interagindo com áreas do Bradesco. Agora, se prepara para abrir sua sede no país — que será localizada no habitat. “Estamos em operação inicial, com alguns clientes, e animados com o que o Brasil pode nos oferecer”, diz Faria. Para o empreendedor, há um potencial na troca entre os dois ecossistemas. “As empresas suecas trazem para o Brasil o estilo ‘sério’ de fazer negócios e prover tecnologia, mas também temos a certeza de que os empreendedores brasileiros nos trarão muitos aprendizados.” Daniel Alves, porta-voz da Colorkrew (Foto: Divulgação) Outra companhia que iniciou sua empreitada no Brasil foi a japonesa Colorkrew, rede social corporativa com foco na produtividade dos colaboradores. Daniel Alves, sócio e porta-voz da empresa no país, diz que a marca foi atraída pelo crescimento da indústria de softwares no Brasil. “É um mercado que não demanda tanta mão de obra, é escalável e a distância cultural não é um problema”, afirma. A startup está no país desde janeiro de 2020, com uma equipe de sete pessoas. Entre os clientes estão companhias como Oi, Syngenta e Insper. “Agora, é pisar no acelerador com a retomada pós-vacina”, diz Alves.

Para Petrovic, as empresas ilustram uma nova fase do ambiente de inovação, que se voltará cada vez mais para o mundo. Um dos objetivos, conta, é fechar parcerias com hubs internacionais para fomentar a troca. “A nossa ideia é ter pontos que deem acesso a esses mercados para as nossas startups e vice-versa”, diz. O processo ainda está em fase de estruturação, mas o habitat olha polos que possam se destacar por temas, como cibersegurança em Israel. “Estamos mapeando e definindo. Há um mundo inteiro a ser explorado.”

Post original: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2021/08/por-que-o-inovabra-habitat-trouxe-startups-internacionais-para-dentro-da-sua-rede.html